Às vezes me acho um cara estranho. Gosto de andar sozinho e sem compromisso, quando quero fotografar. E nessas minhas "andaças", Joaquim Egídio sempre era o lugar que eu escolhia (sempre achei que um dia conseguiria fotografar uma onça por aquelas bandas). Isso nunca aconteceu, mas não quer dizer que desisti. Pois bem, em determinado dia exagerei no passeio e estava quase chegando em Pedreira quando resolvi voltar para não me atrasar paro trabalho, na época no jornal Correio Popular. Eu não lembro exatamente como se chama essa fazenda ou sítio, mas de repente me deparei com algo inusitado e vocês podem observar pela foto. Um bando de garças paradas na cerca que separa o curral de uma casinha simples, da zona rural de "Joaquim" (carinhosamente) chamado pelos moradores do distrito. Parei o carro na estrada empoeirada, mas não podia descer, para não espantar as aves. E é nessa hora que tudo conspira contra. A lente que estava na câmera era uma grande angular e eu precisava da 80-200mm, fui rápido no gatilho na troca das lentes e disparei algumas fotos como se fosse metralhadora. Consegui várias fotos bem parecidas com essa. Mas essa é única. Reparem nas duas garças que estão no topo da cerca, elas formam um coração. Sempre acho que coloco o coração nas fotos que me proponho a fazer e foi nesse dia que não tive mais dúvidas disso. As onças de Joaquim que se preparem, meu coração me diz que um dia vou encontrá-las.

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